Soulution Orchestra, nesta sexta no Crossroads

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Metallica em Sampa!

Escrevo esse post ao som de Fuel, do Metallica. Na cabeça, imagens da última noite da banda no Brasil – domingo, no estádio do Morumbi. Uma noite inesquecível para aqueles que – como eu – cresceram ouvindo a banda de James Hetfield e Lars Ulrich (os únicos remanescentes da formação original). E acho que foi pensando nesses fãs das antigas que a banda montou seu set list: todos os grandes clássicos de uma das maiores bandas de metal estavam lá – começando com Creeping Death (música de abertura precedida por Saxon e Ennio Morricone e cenas de um filme de western nos telões). O público da noite – bem menor que da noite de sábado (40 mil contra 68 mil, respectivamente) – alucinava com cada acorde das guitarras de James e Kirk, do baixo ultra pesado de Trujillo (ex-Suicidal e Ozzy) e cada porrada nas peles da bateria do baixinho Ulrich. Fight Fire With Fire do álbum Ride the Lightning foi cuspida nos falantes com toda a energia – a mesma de quando ainda eram um banda em início de carreira. Os bumbos duplos de Ulrich estouravam no peito como porradas de um pugilista. Mais clássicos? Segura: Sad But True – com homenagem de James à banda que abriu o evento, Sepultura -, o momento para abraçar a parceira – uma japinha louca de cabelos amarelos – em Nothing Else Matters, outra homenagem da banda, agora à banda Diamond Head (Helpless), as labaredas gigantes em Fuel – única da fase light da banda, o momento em que Hetfield sobe no segundo andar do placo e começa a dedilhar os primeiros acordes de The Unforgiven no violão e o grand finale com Enter Sandman e, claro, Seek & Destroy. Quem esteve presente naquela noite (segundo o próprio James, a Metallica Family) não vai esquecer do que viveu. O profissionalismo da banda mesclado com a intensidade juvenil estão registrados na memória dos que acompanharam a noite – pra sempre.
Metallica Rules.