
Archive for março, 2010
Lemmy conta como era ser roadie de Jimi Hendrix

Lemmy Kilmister é mundialmente conhecido como a figura bizarra e lendária do Motörhead, banda que fundou e da qual é baixista. Poucos se lembram, porém, que muito antes, no fim dos anos 60, Lemmy estava por trás dos bastidores. A grande diferença no caso dele é que os bastidores eram os de Jimi Hendrix, pois Lemmy era roadie do guitarrista e conviveu com ele por muito tempo. Acostumado a falar unicamente sobre o Motörhead e eventualmente sobre seu envolvimento com drogas (Lemmy participa do livro The Heroin Diaries, de Nikki Sixx, do Mötley Crüe), o baixista falou à rádio SXSW um pouco sobre como era trabalhar com Hendrix: “Eu costumava dormir no chão do quarto de Neville Chester (outro roadie de Hendrix). Não acho que eles me deram trabalho por causa de algum talento especial meu, mas enfim, eu pude ver Jimi tocar muito. Durante três meses, pude vê-lo tocar duas vezes por noite no palco, além dos ‘shows particulares’ que ele fazia para nós nos camarins. O mais estranho é que Hendrix não se contentava em tocar na nossa frente, de pé no chão. Ele tinha sempre que subir numa cadeira. Coisa de astro”, contou um Lemmy divertido.
Nova música de Slash para download grátis

E o disco solo de Slash deve sair muito em breve. A Universal Music anunciou o lançamento no Canadá e nos EUA para o dia 6 de abril e a Roadrunner Records fará o lançamento na Inglaterra no dia 10 de maio. Mas como é habitual nos dias de hoje, já dá pra ouvir alguma coisa antes do álbum ser lançado. A faixa Watch This está disponibilizada para download grátis na página do MySpace do guitarrista ( HTTP://www.myspace.com/slash ) e tem como convidados Dave Grohl (Foo Fighters) na bateria e o companheiro de banda Duff McKagan (Velvet Revolver) no baixo. Em entrevista ao site bravewords.com, Slash conta um pouco sobre a história por trás da gravação: “Eu não queria que esta faixa fosse instrumental e fiquei correndo atrás do Dave Grohl por meses para que ela a cantasse. No final das contas ele terminou confessando que estava tentando evitar falar comigo porque odeia cantar músicas de outros artistas. Ele apenas queria tocar bateria. Eu terminei me conformando e no final chamamos Duff e em 3 ou 4 takes a música estava pronta. Estou muito satisfeito”. Quer ouvir? Baixa lá!
Beck inclui Os Mutantes em projeto ambicioso

O ambicioso projeto Record Club, fundado pelo pouco usual Beck, tem uma grande surpresa para nós brasileiros: a inclusão dos Mutantes na nova edição. Para quem não sabe, Record Club é um projeto em que Beck reúne uma série de artistas para que um disco inteiro consagrado seja regravado. Isso mesmo: cada artista convidado escolhe uma música, faz a versão e o disco é “relançado” na íntegra com versões inéditas. Clássicos como o primeiro álbum do Velvet Underground e Oar, do Skip Pence, já foram feitos. Pois bem, a nova empreitada de Beck é a gravação do clássico álbum Kick, do INXS. Poucos artistas já foram anunciados para este mergulho nos anos 80, como Annie Clark e Liars. Mas a grande surpresa fica a cargo da inclusão dos Mutantes no projeto. Será no mínimo curioso tentar adivinhar qual música de Kick será escolhida por Sergio Dias e sua turma, que certamente darão uma cara peculiar ao cheesepop competente do INXS.
Led Zeppelin recusa oferta milionária para tocar em festival

Os empresários não desistem de tentar reuni-los e os fãs não desistem de tentar vê-los juntos novamente. Desde que o Led Zeppelin se reuniu por uma noite única em dezembro de 2007, o sonho de todos é que a reunião possa a vir se tornar permanente, nem que seja por um único disco ou turnê. A questão é que os três membros remanescentes da banda – Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones – vêm recusando qualquer oferta. A mais recente recusa foi feita a Andy Copping, organizador do Download Festival, que terá o Aerosmith como atração este ano e ocorrerá nos dias 11, 12 e 13 de junho deste ano. “Todos os organizadores de festivais do mundo tentam convencer o pessoal do Led Zeppelin. Muito dinheiro é oferecido, mas nunca adianta. Não é o que eles querem fazer no momento, mas não custa insistir”, declarou Copping ao site da rádio inglesa XFM.
Caetano Veloso – Transa
No fim da década de 60 a música brasileira passava por um impasse. A força inovadora da bossa nova – a possibilidade de se fazer uma leitura sofisticada e universal do samba – já havia passado do auge. Os continuadores da bossa nova descambavam para a chamada “música de protesto”. Na vertente oposta, a versão local do “iê-iê-iê”, a jovem guarda não primava pela criatividade. A tropicália implodiu a questão quando fez a ponte entre essas duas atitudes aparentemente inconciliáveis. A liberdade formal do tropicalismo foi um sopro de novidade. Se estendia desde a escolha dos ingredientes de sua geléia geral – de Vicente Celestino aos Beatles, passando (claro) por João Gilberto, – até roupas e capas de disco, fortemente influenciadas pelo psicodelismo.
Transa é o segundo LP do Caetano Veloso pós-tropicalista e o primeiro depois de seu exílio em Londres. Se o tropicalismo foi uma resposta pop aos tradicionalistas da MPB, Transa é uma espécie de reflexão em tons cinzentos sobre esse período. Na edição original era um disco-objeto: a capa se dobrava de maneira a formar um poliedro triangular. Foi produzido por Ralph Mace, o inglês que já havia produzido em Londres o seu disco anterior (Caetano Veloso, de 1971).
Transa é um disco bilingüe. Não só pelo fato de ser cantado em inglês e português, mas por transitar em duas linguagens musicais: o rock e a MPB. Mesmo recheado de referências e citações dos Beatles (“Woke up this morning/ singing an old beatle song”, em “It’s a Long Way”) e da bossa nova (trecho de “Chega de Saudades” que Gal canta em “You Don’t Know Me”), ele declara sua indepedência de compromissos com qualquer forma de fazer música. Afinal, é como diz uma das mais belas canções do disco, “Nine Out of Ten” (onde pela primeira vez ouvimos falar em reggae): “the age of music is past”.
Assim, canções com uma estrutura mais convencional convivem neste disco com faixas como “Triste Bahia”, um longo diálogo entre baixo e berimbau com trechos de um poema do poeta baiano oitocentista Gregório de Mattos (“Triste Bahia/ Oh, quão dessemelhante/ estais e estou no mesmo antigo estado/ a ti tocou-te a máquina mercante/ que em tua larga barra tem entrado”) e de cantos de capoeira e afoxé – mais de seis minutos de uma longa litania que acaba num crescendo angustioso.
Ou então uma linda versão de “Mora na Filosofia”, de Monsueto, com um brilhante arranjo que alterna momentos de economia – apenas baixo, violão e voz – com climaxes (“Pra que rimar amor com dor”) com a percussão. Aqui, Caetano repete uma idéia utilizada no tropicalismo: a de recuperar perolas esquecidas da MPB, rearranjadas de forma moderna – e às vezes bastante inusitada -, coisa que irá repetir ao longo de sua carreira.
As letras falam o tempo todo de desterro – não o que ele viveu realmente, mas uma espécie de desterro tanto em relação à cultura brasileira quanto em relação à cultura pop. Começa com “You Don’t Know Me” (em que Caetano faz um trocadilho com at all e Apple, a gravadora dos Beatles). Daí vem “I’m alive/ vivo/ muito vivo” – com o duplo sentido de “I’m alive/ I’m a lie” – para concluir depois: “That’s what rock and roll is all about”, sempre invadidos por trechos de canções folclóricas e tradicionais.
Transa é um exemplo de como podem ser inteligentemente trabalhadas as referências folclóricas e as cosmopolitas, o simples e o sofisticado. O resultado é o melhor disco de Caetano Veloso – que, apesar dos Meninos do Rio e outras babas afins posteriores, já teve momentos realmente brilhantes como compositor e letrista. E uma dica para quem tem má vontade com a música brasileira.
texto de Bia Abramo (retirado da seção Discoteca Básica – Revista Bizz – Edição 26 – Setembro de 1987)
Confira Tatuagem/esse cara com Caetano Veloso e Chico Buarque
Stone Temple Pilots divulga capa e prévia de música inédita do seu novo álbum
O Stone Temple Pilots divulgou a capa do seu auto-intitulado sexto álbum de estúdio. A arte foi feita pelo lendário ilustrador Shepard Fairey, dono da marca de street wear Obey e responsável pelo pôster da campanha à presidência do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
O disco chega às lojas americanas no dia 25 de maio e terá a canção Between the Lines como a primeira música de trabalho do novo álbum do quarteto. Escute uma prévia da faixa no áudio do vídeo abaixo:
Fonte: Vírgula Música
Máquina Digital do MINEIRO.
Um mineiro que morava no Rio de Janeiro comprou uma câmera digital.
Em uma viagem de visita a seus pais, ele levou a câmera digital para a
“roça”. Chegando lá, mostrou a novidade para todos. Nunca ninguém
tinha visto algo igual.
Retrato da família reunida. Pediu que todos ficassem bem juntinhos
perto de uma cerca de arame farpado, debaixo de uma mangueira.
Então, ele se afastou da turma, escolheu um lugar para deixar a
câmera, programou o temporizador, clicou e correu para junto de todos
com a intenção de também sair na foto . . . . .
Foi um “Deus-nos-acuda”. Todos saíram correndo também,atravessaram a
cerca de arame farpado de qualquer jeito, rasgando as roupas e
machucando-se.
Depois do desastre, o mineirinho pergunta:
- Uai, gente! Qué qui deu n’ocês prá desimbestá dessi jeito, sô?
E sua tia, com as duas oreias cortada e a roupa toda rasgada, responde:
- Se ocê, qui cunhece esse trem, teve medo, imagina nóis qui num cunhece ! ! !
Cê besta sô ! ! !
PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
Programação Crossroads
24/03 – Quarta PRÓ ROCK COM A BANDA BLINDAGEM! O MAIOR NOME DO ROCK PARANAENSE. ENTRADA FEMININA FREE ATÉ 22HS. DOUBLE DRINK ATÉ AS 23HS.
25/03- QUINTA ROCK – SHOW COM A BANDA THE ELDER! (OS MAIORES CLÁSSICOS DO ROCK)
26/03 – SEXTA-FEIRA – NOVAMENTE NO PALCO DO CROSSROADS! NOVO SHOW DA SOULUTION ORCHESTRA – “AMERICAN MUSIC”
27/03 – SÁBADO – SHOW COM CRACKERJACK BAND O MELHOR DO ROCK N BLUES!
Programação Matriz & Filial
22/03 – SEGUNDA - GAFIEIRA DE PRIMEIRA – 20h – Show com SAMBA NA SURDINA (Dicas de dança de salão com instrutores)
23/03 – TERÇA – RAFA GOMES – 20h – Descontos em vários pratos do cardápio – Voz e Violão (Mpb, Bossa-Nova)
24/03 – QUARTA –BOSSACÚSTICA – 20h – Descontos em vários pratos do cardápio – (Novos artistas da Mpb, Pop, Bossa-Nova)
25/03 – QUINTA –BANDA REGRA 4 – 20h – Entrada feminina FREE até às 22h! (Uma perfeita fusão entre MPB e música contemporânea)
26/03 – SEXTA – Grupo RODA VIVA – 20h – (MPB, Bossa-Nova, Chorinho e Samba)
27/03 – SÁBADO – Grupo RODA VIVA – 20h – (MPB, Bossa-Nova, Chorinho e Samba) -
28/03 – DOMINGO – DECOMPOSITORES 20h – (Samba-Rock, Funk e Soul)


